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segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Critérios de qualidade



Denise Alves
19 de outubro de 2018


Participo de um projeto de pesquisa que busca analisar a qualidade de um determinado produto. A medida que avançamos no estudo nos deparamos com a principal dificuldade: estabelecer os critérios de avaliação. Quais são os indicadores para métrica, em quais categorias, sob quais parâmetros? Mais complexo ainda: quem sou eu para julgá-los?
Essa dificuldade secular me remeteu ao âmbito espiritual. Declaramos que Jesus é o único caminho para o Céu e que a santidade é o principal critério de avaliação daqueles que passarão ou não pela porta estreita. Mas como avaliar santidade? Quais os indicadores? E os parâmetros? É possível criar um ranking dos mais santos? E o mais importante: devo julgá-los?
Disse Jesus: “Não julguem e assim vocês não serão julgados! Porque como vocês julgarem os outros, vocês também serão julgados e a medida que usarem, também será usada para medir vocês” (Mt 7.1-2). Ainda nos orientando sobre o melhor modo de procedermos quando identificamos diferenças, Jesus nos conta a parábola sobre o Joio e o Trigo – que não por coincidência está alguns capítulos à frente no evangelho de Mateus:
“Devemos arrancar o joio? Perguntaram os servos. Não! Respondeu o Senhor. Porque ao tirar o joio vocês poderão arrancar o trigo. Deixe os dois crescerem juntos até a colheita, então EU mandarei que os ceifeiros os separem” (Mt 13.28-30).
Mesmo intuindo que há algo estranho acontecendo no meio da plantação, não é nossa tarefa arrancar o joio, não nos arvorarmos como defensores da plantação – pois ela não é nossa! Não cabe a nós definirmos quem será guardado no celeiro ou não.
No máximo, o que a Bíblia nos orienta quando o assunto é julgamento é que examinemos a nós mesmos! (I Co 11.28). Que cada um de nós tenha a consciência limpa diante de Deus de fazer o seu melhor (Gl 6.4). Pois Paulo nos ensina que o julgamento verdadeiro vem somente do Senhor (I Co 4.3-5). Pois muitos naquele dia se achando trigo dirão “Senhor, Senhor em teu nome fizemos... ao que Jesus responderá: Nunca vos conheci!” ( Mt 7.22).
Em trecho acima, eu disse que não por coincidência esses textos estão escritos no livro de Mateus, porque esse evangelho foi dirigido especialmente aos Judeus, o Povo Escolhido, que se considerou durante muito tempo o único povo apto a participar do Reino dos Céus.
O único problema foi que os critérios utilizados por eles para fazer a avaliação não foram os mesmos critérios usados pelo Senhor. Que não cometamos o mesmo erro. Busquemos a qualidade aprovada por Deus, com base nos Seus parâmetros, estabelecidos pela Graça de Jesus!
Soli Deo Gloria!

domingo, 30 de setembro de 2018

Excluídos



Por Denise Alves
28/09/2018


O capitalismo é por essência um sistema binário: Tem/Não Tem; Acessível/ Não Acessível. Critérios aplicados majoritariamente às relações de consumo, onde as pessoas são julgadas pela sua capacidade obter bens culturalmente identificados como desejáveis.
Mas a exclusão não é novidade na história e os bens desejáveis são apenas atualizados para o contexto social no qual se vive. Se na idade da pedra uma caverna era um luxo, na contemporaneidade, um apartamento na praia o é. De modo que sempre existiram aqueles que privados de tais bens culturais foram, não apenas excluídos, mas julgados por sua não adequação ao sistema.
Veja como Izabel, a futura mãe de João Batista se sentiu: “Agora que o Senhor me ajudou, ninguém mais vai me desprezar por eu não ter filhos” (Lc 1.25). Ninguém vai me desprezar por eu não ter.... No caso dela, ela se sentia excluída por não ter filhos. No caso de outra pessoa pode ser um emprego, uma casa, um diploma, milhares de likes na página...
Certo é que a igualdade apresenta-se como um ideal a ser perseguido e um pesadelo se alcançado. Sempre damos um jeito de nos diferenciar, inclusive dentro das igrejas. Os pastores/homens/líderes/loiro/etc têm acesso a sentarem nesse lugar. Você simplesmente acomode-se como puder. Isso não lembra o texto de Tiago? “Vamos supor que entre no lugar onde vocês se reúnem um homem com anéis e com roupas finas e outro pobre e vestindo roupas velhas e sujas e vocês derem atenção especial ao homem rico […] nesse caso vocês estão discriminando pessoas, baseando-se em motivos errados ao julgar aos outros. (Tg 2. 2-4)
Isso significa que devemos ignorar as diferenças? Claro que não. Porque Paulo também nos alerta para elas, que cada um tem um lugar específico no Corpo: “Que coisa esquisita seria um corpo que tivesse somente um único membro! Assim foi que Ele fez muitos membros em um só corpo” (I Co 12.19-20)
Desse modo não parece que o problema esteja nas particularidades de cada um, pois são elas que nos fazem únicos, singulares, mas no contrário, quando não as valorizando, as utilizamos para estabelecer um sistema de classificação fundamentalmente excludente, estratificado e competitivo – quando os próprios critérios utilizados não são sequer questionados!
Pela dor de Izabel, do homem pobre e do dedo mindinho não deveria ser a Igreja de Cristo um lugar onde todos são igualmente reconhecidos como Filhos de Deus? Não deveríamos ser nós a demonstrar um outro modo de ser sociedade? A ideia não era que nós enquanto reino de Deus mostrássemos ao reino das trevas formas de incluir sem homogenizar?
Apenas um pouco de questionamentos...

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO



por Denise Alves
25/01/2018


Os israelitas tinham uma ideia de como seria o Messias, o enviado de Deus, ele se pareceria com Moisés, como diz às Escrituras, “um semelhante a mim, a ele ouvi” (Dt 18.15). E como Moisés, o Messias seria o libertador do povo, aquele que desfaz as ordens sociais estabelecidas, no caso o império romano, e implanta um reino que favoreça àqueles que o servem. Uma pergunta persistente no imaginário dos discípulos de Jesus era: “Quando o Senhor nos livrará de Roma?”
Não aconteceu. Jesus morreu. Roma só seria destruída 400 anos depois da sua morte. E os servos de Deus continuam em pleno século XXI sendo perseguidos nos sete continentes. Por que? Há várias teorias, mas hoje quero destacar uma: Por que meu reino não é deste mundo (Jo 18.36).
Essa é uma verdade facilmente esquecida por nós cristãos ocidentais cujo protestantismo contribuiu historicamente para ascensão do capitalismo. E acabamos confundindo as duas coisas. Há uma confusão geral no meio do povo de Deus quanto ao que Deus deveria fazer em favor do seu povo muito vinculada aos conceitos publicitários de prosperidade e sucesso.
Somos induzidos a acreditar, dentro e fora das igrejas, que ser filho de Deus é: ter sucesso financeiro, ser cabeça e não cauda, ser livre do laço do passarinheiro e ai das pragas que não nos alcançarão. Todos esses de fato são textos presentes na bíblia mas cuja distorcida interpretação satisfaz o desejo do interlocutor, pois em nenhuma delas, Deus diz que isso acontecerá na Terra.
Jesus deixa muito claro que o seu reino não é deste mundo, se fosse, ele não teria sido crucificado. O local no qual os textos de prosperidade acima citados são a regra é o mesmo local onde as pessoas adoram o Rei, não o matam! O local onde teremos paz e descanso, é o mesmo local onde não haverá mais lágrima... e eu não sei você, mas ele lugar não se parece com a Terra no momento.
O próprio Jesus nos alerta: Se fizeram isso comigo, o que não farão com vocês? (Mt 10.24-25). Por isso não entendo de onde vem tanta frustração direcionada a Deus quando da não satisfação dos pequenos desejos cotidianos, como se ele estivesse quebrando uma promessa, feito-nos acreditar numa propaganda enganosa.... Se enganosa foi a propaganda garanto a você, foi a propaganda da igreja, não a de Deus, pois este nos adverte: Neste mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo eu venci o mundo (Jo 16.33). Mundo este que não é Seu reino.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

UMA VISITA



14/06/17
Denise Alves

I Co 16.17 - “Estou muito contente que Estéfanas, Fortunato e Acaio tenham chegado aqui para uma visita”, disse Paulo.
Como é bom ter amigos, e como é ainda melhor quando esses amigos nos fazem uma visita. Daquelas despropositadas, pelo puro prazer da companhia. Amigos que não precisam de uma ocasião especial para aparecer, que não precisam que comidas sofisticadas sejam preparadas – um bolo com café é mais do que suficiente #ficaadica – amigos cuja simples presença faz tão bem pra alma.
Você tem amigos assim? quais seriam as pessoas que você incluiria na frase 'Estou muito feliz por …...... e …...... e …..... terem me visitado.'. Agora uma outra pergunta: nas frases de quais pessoas você apareceria na lista de amigos desejados? Porque a felicidade de Paulo em receber seus amigos me lembra a história de outros três amigos. Os amigos de Jó.
“Três amigos de Jó ouviram sobre todos os males que o haviam atingido e planejaram fazer-lhe uma visita, para dar um pouco de conforto e ânimo” (Jó 2.11). Você conhece a história, Jó havia perdido tudo, de um homem rico passou a ser pobre da noite pro dia. Deixou de ser um homem saudável e pai de muitos filhos, para estar doente e sem amparo Estava de fato passando por uma situação muito complicada e nessas horas nada melhor que a companhia de amigos não?
Parece que Jó discorda: “Já estou cansado de ouvir o que vocês estão me dizendo. Afinal que espécie de amigos são vocês? Querem me consolar ou me acusar?” (Jó 16.2) Jó não teve a mesma alegria de Paulo com relação a seus amigos visitantes. Estes não deixaram o coração de Jó contente como o de Paulo. E nós temos amigos como os amigos de Paulo ou os amigos de Jó? Mas mais importante: SOMOS como os amigos de Paulo ou como os amigos de Jó?
A Bíblia diz que existe amigo que é mais chegado que um irmão (Pv. 18.24) e que devemos usar de sabedoria para conseguir amigos “usem as riquezas deste mundo para conseguir amigos a fim de que quando as riquezas faltarem, eles os recebam nas moradas eternas” (Lc. 16.9). E quem nunca ouviu o ditado: quem tem amigo tem tudo?!
Mas sabe qual a melhor notícia de todas: Deus se considera seu amigo. “Eu já não vos chamo de servos, porque um servo não sabe o que o seu senhor faz, agora vocês são meus amigos” (Jo 15.15). Deus, o DEUS do universo te chama de amigo!!!!!! \0/

 Lembre-se: Amigos gostam de estar na companhia um do outro. Quanto tempo faz que você não aparece para conversar com Deus, assim sem cerimônia, pelo simples prazer de parecer! garanto que Ele vai dizer: “Estou muito contente que ….. tenha chegado aqui”. #ficaadica ;)

quinta-feira, 25 de maio de 2017

NÓS TEMOS OPÇÃO




25/05/17
Denise Alves

Existem muitas mudanças provocadas pela morte e ressurreição de Jesus, mas para mim uma das que mais se destaca é que agora temos opção e isso faz toda a diferença. Antes nós éramos inimigos de Deus, fomos criados/treinados/adestrados para agir de um modo que desagrada totalmente a Deus e fazíamos isso como se outro jeito não houvesse.
Paulo fala esplendidamente do conflito entre o corpo e o espírito em Romanos 7 – com o clássico “aquilo que quero fazer isso não faço” - demonstrando como estávamos totalmente corrompidos em nosso modo de agir e por mais que tentássemos ser de outro modo não conseguíramos, pois o nosso corpo se tornou uma prisão para nós mesmos. “Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?” (Rm 7.24) Mas ele termina com um brado de vitória, a resposta: JESUS. “Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito”. (Rm 8.1).
O que isso significa? Que não pecamos mais? Que sempre acertaremos? Não! Significa que agora você tem opção. Antes você era obrigado/escravo do pecado, hoje você pode escolher se vai agir de modo agradar a Deus ou a sua carne. Olhe o que Romanos continua a nos dizer: “Portanto, queridos irmãos, vocês não têm, para com a velha natureza pecaminosa qualquer obrigação de fazer o que ela lhes pede” (8.12). Notou a diferença, agora ela pede, não manda mais. E você obedece se quiser.
Ah agora que você é crente não sente mais vontade de roubar, nem mentir, nem ser grosso com as pessoas? Significa que você não pode mais ir pra balada e encher a cara? Não, você ainda sente sim, você ainda pode sim. A grande questão agora é se você vai. Você escolhe. Se vai obedecer a sua carne ou se vai recuar e deixar o Espírito que agora habita em você tomar o controle e te capacitar a resistir. E como isso é maravilhoso!

Jesus não veio simplesmente trocar o senhorio de modo que antes você era escravo de satanás e agora você continua escravo só que de Jesus. Não!!!! ele veio te LIBERTAR, Ele te declara livre, você não TEM que obedecê-lo, isso é uma opção sua e minha. Mas agora, caso você opte por fazer o que a sua consciência manda, você vai conseguir porque o pecado não te domina mais. Você pode sim ser uma pessoa mais humilde, você pode sim controlar sua língua, você pode vencer qualquer vício, agora nós temos opção. O que o Espírito clama é “Escolhe, pois, a vida, para que vivas” (DT. 30.19)

segunda-feira, 3 de abril de 2017

FISIOTERAPIA



03/04/17
Denise Alves

Tem coisa mais absurda que fisioterapia? Pelo menos eu acho. Você vai fica rodando o punho, dois pra lá dois pra cá uma infinidade de vez e aquilo vai ajudar a dor passar.... mas girar incomoda! Ou tem que ficar puxando aqueles elásticos – quem já os utilizou sabe como são chatos – pra cima e para baixo, pra frente e para trás... isso cansa. Cansa ainda mais porque não resolve de uma só vez. Não basta uma consulta. São no mínimo 10 sessões!!!
Mas você vai, você retorna sessão após sessão, mesmo tendo doído na anterior, mesmo não vendo progresso na seguinte, quando você começa a reclamar, a/o fisioterapeuta diz: calma, vai melhorar, confie. E você confia. E não é que dá certo! e você melhora.
Confiamos na palavra do médico porque acreditamos que ele não chegou ali da noite para o dia, que os últimos 4 anos de estudo lhe conferiram uma carga de conhecimento sobre o assunto que o faz especialista e o que é a minha opinião contra a de um especialista?
Confiamos num homem, mas resistimos bravamente a confiar em Deus. Ele é especialista em COMO VIVER afinal é dono não só do ser humano como de toda a existência, sendo não apenas um administrador, mas o criador da própria vida e mesmo assim achamos que os nossos míseros 120 anos na terra nos dão alguma certificação para dar conselhos sobre o melhor modo de proceder nesse local chamado Terra.
Criamos mil e um modos de 'como viver' e ao colocá-los em prática fracassamos miseravelmente, mas orgulhosamente ao invés de admitir que já existe um modo correto, simplesmente nos viramos e começamos a trabalhar num novo projeto. Sei que quando digo 'modo correto' os narizes se retorcem porque isso implica que há somente UM jeito de fazer da forma certa e isso retira de nós a ilusão do controle. Mas não há problema, porque o controle de fato é mera ilusão.
“Ser detentor do conhecimento do bem e do mal” não nos fez semelhantes à Deus. Criou apenas a ilusão de sermos deuses. Na prática a teoria se mostra falsa. O caminho continua sendo um só. “Eu sou o caminho”. Mas.... não parece ser o caminho certo! Confie em Mim. Mas.... fazer do seu jeito não está melhorando... Confie em Mim. Mas está doendo... Confie em Mim, vai dar certo, você vai melhorar, a dor vai passar, você vai ficar curado, sou especialista em fazer Novas Criaturas.
“Porque me chamam 'Senhor' se não fazem o que vos mando?” (Lc 6.46)

 E então o músculo da alma é renovado.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Esquecemos do Diabo


15/04/2015

“Porque o Diabo, vosso adversário anda em derredor,
buscando a quem possa tragar.” (1 Pedro 5.8)

Já disseram que a maior façanha do Diabo foi fazer a humanidade acreditar na sua não existência, e em tempos de tanta psiquê - leia com moderação -, de fato parece que ele tem sido expulso de nossa realidade.

Se a pessoa matou outra brutalmente e depois alega não se lembrar de nada, foi-se o tempo em que podíamos cogitar uma possessão demoníaca – possessão, bata na madeira três vezes, nem ouse falar uma coisa dessas –, atualmente colocamos toda a culpa no inconsciente recalcado pela sociedade em que crescemos.

Ou transformamos o Diabo em um astro de Hollywood. Com atividades Paranormal, possessões e Poltergeist arrecadando milhões em bilheteria ele é tão real quanto os Decepticons e o Curinga.

Deixamos de considerar totalmente a influência de maus espíritos no nosso agitado cotidiano. Se um piloto tem tendências suicidas, o tratamos exclusivamente com terapia, nunca consideramos a possibilidade de um demônio a persegui-lo – não estou dizendo que foi esse o caso, mas quem garante também que não?! - e assim descartamos a ajuda espiritual que poderia ter surtido efeito a tempo de salvar a vida de outras 150 pessoas.

Desacreditar do Diabo e seus assessores demônios, é igualmente rejeitar a ideia de Deus e seus anjos, e por conclusão lógica do Céu e do Inferno. O que fazer com textos como o de Efésios 6.12 “Porque a nossa luta não é contra a carne e o sangue mas contra os principados e potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra hostes espirituais da maldade nos lugares celestiais”?

Não estou afirmando também que tudo de errado que acontece no mundo é culpa do Lord das Trevas. Diversos eventos, a exemplo da acelerada alteração climática, são produtos direto de ações humanas mal calculadas. O que não podemos é retirar o mundo espiritual da equação e tentar responder tudo com base em dados científicos, como se o mundo físico fosse a nossa única realidade.

Transitamos, quer queiramos admitir, quer não, entre duas realidades igualmente reais, igualmente importantes e interconectadas, e se por um lado o desejo último do Diabo é “matar, roubar e destruir” (João 10.10a), Jesus se manifesta para “desfazer as obras do Diabo” (1 João 3.8). Por essa rezão não há o que temer, basta se colocar do lado do mais forte. O problema é: Você sabe de qual lado está?


quarta-feira, 1 de abril de 2015

Terceirizando as Bênçãos


01/04/2015



Presta atenção na conversa:

- Como é mesmo o nome daquela igreja da cura?

- Igreja da cura?

- Sim.... Aquela onde você vai doente, oram por você e você sai curado....

Entendi o que meu interlocutor estava querendo dizer e indiquei o caminho, mas a minha vontade era responder: Qualquer uma! Porém estou pensando nessa pergunta-resposta até o momento e como normalmente escrever me leva a pensar melhor.... eis-me aqui.

Apesar de querer acreditar que a oração por cura seja uma prerrogativa de qualquer igreja tenho percebido uma compartimentalização das bênçãos. Se você precisa de dinheiro... surge o nome da Igreja X, se saúde, então você deve procurar a igreja Y, problemas familiares se resolve na Igreja Z e por aí vai. Como se Deus tivesse terceirizado os serviços, seguindo a lógica capitalista-minimalista. Cada braço da franquia do céu com ênfase em uma necessidade humana.

O problema? Deus é UM. Separar a sua atuação é torná-lo apenas mais um utilitário na satisfação das necessidades humanas, desfragmentando a sua real mensagem. Nosso Deus não é o Deus da Cura, apesar de também curar. Ele não é o Deus da Prosperidade, apesar de também prosperar. Ele não é apenas o Deus da Paz, apesar de também acalmar. Conceder ênfase exagerada a qualquer desses aspectos é deturpar a sua verdadeira especialidade: Salvar.

Isso significa que as igrejas-templos que pregam apenas a salvação são as mais alinhadas com o propósito de Deus? Note a armadilha: Apenas. Não. Nosso Deus não é um Deus de apenas o que quer que seja. Ele não se contenta em tocar apenas uma área da sua vida porque a salvação não é apenas espiritual, ela é integral, atinge todo o complexo humano – sendo espírito, possuindo uma alma, habitando em um corpo.

Por essa razão Ele não deseja apenas salvar a sua alma, mas também restaurar as finanças, a vida familiar e comunitária e o corpo físico-emocional, não importa em qual igreja você esteja, uma vez que “onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, eu ali estarei” (Mateus 18.20), abençoando cada área do seu viver.


quarta-feira, 18 de março de 2015

Deus não faz acepção de pessoas

18/03/15

“É porventura Deus somente dos Judeus? E não o é também dos gentios? Também dos gentios, certamente”. (Romanos 3.29) E isso muda tudo. Na verdade essa foi a grande pedra de tropeço dos Judeus quando ouviram a mensagem de Jesus. Como assim TODOS? Como assim honrar um samaritano? Sim, Jesus se revelou como messias a uma mulher.... samaritana! Deus salvaria um africano? Sim, Felipe acompanhou o eunuco na carruagem. E um americano? Não chegou a palavra até nós!

O desafio continuou ainda mais evidente em Atos dos Apóstolos. O ministério dos 12 estava confinado à Jerusalém, porque os judeus queriam privatizar Deus, limitando o seu alcance de perdão e graça. Foi preciso que Saulo, o perseguidor se tornasse Paulo, o apóstolo, para que a compreensão fosse alargada. “Quando viram que o evangelho da incircuncisão me estava confiado, como a Pedro o da circuncisão” (Galátas 2.7).

Porque Deus enviou o seu Filho à terra para que “todo aquele que nele crer seja salvo” (João 3.16). O que o Deus de Toda Terra busca é tão somente um coração capaz de crer. Esse é o único requisito. A escandalosa Graça! Um tema tão debatido, tão discutido, e ainda tão incompreendido.

Porém esse continua sendo o principal objetivo de Deus. Salvar pessoas. Ele não está tentando criar um planeta ecologicamente sustentável, não está muito empenhado em nos tornar ricos e famosos, nem mesmo bonitos e saudáveis, apesar de todas essas coisas fazem parte do pacote “ele sabe que precisam de todas elas” (Mateus 6.32), o que Ele de fato continua a fazer é chamar: “Vinde a mim, todos vós que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei” (Mateus 11.28).

Então que sejamos instrumentos da graça de Deus ao não colocarmos obstáculos àqueles sedentos do amor do Pai, carentes da consolação do Espírito e da Graça de Jesus Cristo, para que o caminho continue aberto a todos os que de coração sincero buscam a vida eterna.

Pois haverá “glória, e honra e paz a qualquer pratica o bem, primeiro ao judeu e também ao grego, porque para com Deus não há acepção de pessoas” (Romanos 2.10-11). Preste atenção na expressão: 'qualquer que'. Isso inclui um traficante, um assassino, um estuprador, um pedófilo, um mentiroso, um político, uma amante, e qualquer outro adjetivo que você possa imaginar. Na verdade ousaria dizer: principalmente para eles, “eu não vim chamar os justos, mas sim, os pecadores a arrependimento” (Marcos 2.17).

E nós não éramos exatamente isso? Pecadores! Mas fomos salvos pela graça de Deus que rompeu fronteiras geográficas ao cumprir a promessa à Abraão: Você será pai de muitas nações. (Genesis 17.4). Por essa razão hoje escrevo esse texto e você o lê.

O desejo de Deus começou no Éden, atravessou a história, cruzou oceanos e chegou até nós. Que não pare aqui. Leve essa mensagem adiante.






























quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

CHEGOU A SUA HORA?


Por Denise Alves

26/02/2015

E disse Jesus: “Agora minha alma está perturbada, e o que direi? Pai, salva-me desta hora? Não! Eu vim precisamente com esse propósito e para esta hora.” (João 12.27).

Gosto da expressão: “E para esta hora”. Isso demonstra que Jesus sabia não apenas com qual finalidade havia vindo à Terra, mas evidencia o discernimento que ele possuía sobre o momento de concretização de sua missão.

Anteriormente sua mãe já o tinha interpelado na festa de casamento em Caná da Galiléia quando o vinho havia acabado. “Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora.” (João 2.4).

Conseguir discernir o tempo que se vive é de suma importância seja você cristão ou não. Mas para nós que acreditamos em um Deus de planos e propósitos, e que diferente do ditado popular, Ele “Nem tarda, nem falha”, mas chega no momento exato, precisamos orar como o salmista: “Ensina-nos ò Deus a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios” (Salmos 90.12).

Vivemos em um ambiente cada vez mais urgente, estupidamente imediatista, fazemos parte de uma geração micro-ondas, tudo pronto em 30 segundos, e entender que “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.” (Eclesiastes 3.1), é um desafio à inquietação.

Provavelmente esse é um daqueles textos mais direcionados a mim mesma do que a você que me ler, pois ultimamente sinto a urgência do tempo caindo sobre mim. São as cobranças pessoais, sociais, profissionais … vezes gritando que as coisas já deviam ter acontecido e outras que não são para agora.

Em meio a esse turbilhão de vozes, percebo o Espírito Santo me sussurrando que Ele continua no controle. “Porque necessitais de paciência, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa. Porque ainda um pouquinho de tempo, E o que há de vir virá, e não tardará” (Hebreus 10.36-37)

Às vezes é grande a vontade de pedir ao Pai: passe de mim esse cálice! Mas como Jesus, nos apoiamos no Domingo de Páscoa para suportar a sexta-feira da Paixão.